Mantendo a Constância em Cristo – David Wilkerson

“A mensagem que estou lhe escrevendo agora é do Espírito Santo para mim. Em verdade, considero-a o meu próprio chamado pessoal para o despertamento. Entendo que muitos leitores podem não precisar ser mexidos como eu. Mas as mexidas do Espírito têm me tocado de modo tão profundo, que quero conservar estas notas à frente em minha mesa, para lê-las repetidamente daqui para frente.

Veja, há uma coisa que eu temo acima das outras: é a idéia de que eu possa me distanciar de Cristo. Eu estremeço diante da possibilidade de ir me tornando indolente, negligente espiritualmente, de ir diminuindo na oração, e passar dias sem buscar a palavra de Deus.

Viajando pelo mundo nos últimos quatro anos, testemunhei um “tsunami espiritual” mundial de distanciamento do Senhor. As ondas deste tsunami inundaram denominações inteiras, deixando no rastro ruínas de apatia. No mundo todo está acontecendo de igrejas e denominações que no passado eram fortes, estarem se distanciando dos caminhos piedosos dos antigos fundadores.

A Bíblia previne claramente que é possível o crente consagrado ser levado a distanciar-se de Cristo. E oferece fortes avisos quanto se guardar de cair no sono à hora da meia noite. “Por esta razão, importa que nos apeguemos, com mais firmeza, às verdades ouvidas, para que delas jamais nos desviemos. Se, pois, se tornou firme a palavra falada por meio de anjos, e toda transgressão ou desobediência recebeu justo castigo, como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:1-3).

Há exemplos bíblicos de igrejas anteriormente fortes que acabaram se desviando. No Apocalipse, lemos da igreja de Éfeso que consterna Cristo por abandonar o seu primeiro amor. Igualmente, a igreja de Laodicéia se desvia para a mornidão, e a igreja de Sardis se desvia para a morte espiritual. Paulo diz à igreja da Galácia que eles se distanciaram da vitória da cruz de Cristo, e voltaram às obras da carne.

Paulo diz: “Vede prudentemente como andais…remindo o tempo, porque os dias são maus” (Efésios 5:15-16). Paulo também insiste, “Já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos” (Rom. 13:11). Ele acrescenta que algumas crentes “se tornam levianas contra Cristo…já algumas se desviaram, seguindo a Satanás” (I Tim. 5:11, 15). Nenhuma destas passagens é dirigida aos não crentes, mas aos cristãos cheios do Espírito. E a mensagem é clara: “Acorde do sono. Avive o teu dom!”.

Mas devo declarar aqui que a minha preocupação maior não é quanto ao distanciamento que vejo na igreja, ou em seus ministérios. Não, antes de TUDO a minha preocupação é quanto ao meu próprio caminhar com Cristo. E tenho de perguntar, “Como fugir das conseqüências se eu negligenciar Jesus e for levado a me distanciar dEle?”.

Paulo diz que devemos ver o exemplo de Israel, que se atolou na lama da preguiça: “O povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se…Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (I Coríntios 10:7,12). Não entenda mal: Paulo não está falando aqui de se cair em Cristo. Está falando da falta de cuidado, de aplicação. Pedro adverte igualmente: “Vós, pois, amados, prevenidos como estais de antemão, acautelai-vos; não suceda que, arrastados pelo erro desses insubordinados, descaiais da vossa própria firmeza” (2 Pe. 3:17).

É por isso que Paulo diz, “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (I Coríntios 9:27). A vida toda de Paulo foi de produção de frutos. E ele fala aqui do temor quanto à simples idéia de se distanciar da firmeza e da constância.
Como Paulo, estou seguro quanto à minha salvação. Mas tenho de guardar essas advertências do Senhor e dos grandes homens de Deus. Para ler mais Clique aqui…

A Vida de Renúncia

Abraão e IsaqueOs cristãos atualmente ouvem muito a respeito da vida de renúncia. Mas o que isto significa exatamente? A vida de renúncia é o ato de devolver a Jesus a vida que Ele lhe concedeu. É abandonar o controle, os direitos, o poder, a direção, tudo o que você faz e diz. É entregar totalmente a vida em Suas mãos, para que Ele a conduza como quiser.

Eu me pergunto: onde estes santos conseguiram a autoridade espiritual e o vigor para fazerem tudo o que fizeram? Eles eram um outro tipo de gente, servos de um tipo totalmente diferente daquele que vemos hoje na igreja. Eu simplesmente não consigo me ver relacionado a eles, e ao seu caminhar. Sei que não sou totalmente do tipo deles. E não conheço um único cristão que seja.

O próprio Jesus viveu uma vida de renúncia: “Eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (João 6:38). “Eu não procuro a minha própria glória” (8:50). Cristo nunca fez algo da própria vontade. Ele nunca deu um passo, nem disse uma palavra, sem ser instruído pelo Pai. “Eu nada faço por mim mesmo; mas falo como o Pai me ensinou…porque faço sempre o que lhe agrada” (8:28-29).

A submissão total de Jesus ao Pai é um exemplo de como todos nós deveríamos viver. Você pode dizer: “Jesus era Deus na forma humana. Sua vida estava entregue antes mesmo de vir à Terra”. Mas a vida de renúncia não é imposta a ninguém, incluindo Jesus.

Cristo pronunciou estas palavras sendo um homem de carne e osso. Afinal, Ele veio ao mundo não para viver como Deus, mas como ser humano. Ele viveu a vida do mesmo modo que nós. E, como nós, tinha vontade própria. Ele optou por entregar esta vontade totalmente ao Pai: “Por isso o Pai me ama, porque dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou. Tenho autoridade para a entregar, e também para reavê-la” (João 10:17-18).

Jesus estava nos dizendo: “Não se enganem. Este ato de auto-entrega está totalmente sob a Minha vontade. Estou optando por dar a Minha vida. E não estou fazendo isto porque alguém Me disse para fazê-lo. Ninguém está tomando a Minha vida de Mim. Meu Pai Me deu o direito e o privilégio de entregá-la. Ele também deu a opção de Eu passar de Mim este cálice e evitar a cruz. Mas escolho fazê-lo, por amor e completa submissão a Ele”.

Nosso Pai celeste deu a todos nós este mesmo direito: o privilégio de escolhermos uma vida de renúncia. Ninguém é forçado a abrir mão de sua vida para Deus. Nosso Senhor não nos faz sacrificar nossa vontade, devolvendo-Lhe nossas vidas. Ele nos oferece livremente uma terra prometida, cheia de leite, mel e frutas. Mas podemos optar por não entrar neste lugar de plenitude.

A verdade é que podemos ter tanto de Cristo quanto quisermos. Podemos nos aprofundar nEle o quanto optarmos, vivendo plenamente segundo Sua palavra e direção. O apóstolo Paulo sabia disso. E escolheu seguir o exemplo de Jesus – o de uma vida de submissão total.

Paulo tinha sido no passado uma pessoa que odiava Jesus, um perseguidor de cristãos convencido da própria justiça. Ele mesmo afirmou que literalmente respirava ódio contra os seguidores de Cristo. Também era um homem muito obstinado e ambicioso. Paulo era bem instruído, tendo sido ensinado pelos melhores mestres da época. E era fariseu, entre os mais zelosos líderes religiosos judeus.

Desde o princípio Paulo estava em ascensão, a caminho do sucesso. Ele tinha a aceitação da ordem religiosa da época. E tinha uma clara missão, com recomendações de seus superiores. Na verdade, ele tinha sua vida toda planejada, sabendo exatamente aonde estava indo. Paulo estava confiante de estar fazendo a vontade de Deus.

Mas o Senhor tomou este homem que venceu por si próprio, obstinado, independente – e o transformou num ardente exemplo da vida de renúncia. Paulo tornou-se uma das pessoas mais dependentes, plenas e conduzidas por Deus de toda a história. Em verdade, Paulo declara que a sua vida é um modelo para todos que quiserem viver inteiramente entregues a Cristo: “Mas, por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna” (1 Timóteo 1:16).
O apóstolo estava dizendo: “Se você quer saber quanto custa viver uma vida de renúncia, veja a minha. Você determinou em seu coração ir mais a fundo com Jesus? Aqui está o que você poderá ter que suportar”. Paulo sabia que poucos estariam dispostos a seguir seu exemplo. Mas a sua vida é um modelo para todos que escolherem a vida de renúncia integral.

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“Um Chamado para ANGÚSTIA”

Eu olho para todo o cenário religioso atual e tudo o que vejo são invenções e ministérios de homens e carne. A maioria sem poder. Não há impacto sobre o mundo e eu vejo mais do mundo entrando na igreja e impactando a igreja do que a igreja impactando o mundo. Eu vejo a música tomando conta da Casa de Deus, eu vejo o entretenimento tomando conta da Casa de Deus. Buscam o Entretenimento na Casa de Deus, e odeiam a correção e a repreensão, ninguém quer ouvir mais isso. O que aconteceu com a angústia na casa de Deus? O que aconteceu com a angústia no ministério? Esta é uma palavra que não se ouve mais nesta época mimada, não se ouve mais.

Angústia significa extrema dor e sofrimento. Um sentimento de tanta comoção que se torna doloroso. Uma dor aguda em seu interior por causa das condições sobre você, dentro de você ou ao seu redor. Angústia. Profunda dor. Profundo pesar. Agonia do coração de Deus. Temos realizado nossa retórica religiosa e nosso papo sobre avivamento, mas nos tornamos tão passivos. Toda verdadeira paixão é nascida da angústia. Toda verdadeira paixão por Cristo vem de um batismo de angústia. Você procura nas escrituras e encontra que quando Deus decidia restaurar uma situação de ruínas Ele compartilhava sua própria angustia pelo o que via acontecendo a Sua igreja e Seu povo, e Ele encontrava um homem de oração, e Ele tomava aquele homem e literalmente batizava-o em sua angústia. Você encontra isso no livro de Neemias. Jerusalém está em ruínas. Como Deus está indo tratar disso? Como Deus está indo restaurar as ruínas? Pessoal, olhe para mim. Neemias não era um pregador, ele tinha uma profissão, ele era um homem de oração. Deus encontrou um homem que não teria apenas um momento de emoção, não apenas uma grande explosão de preocupação e então a deixaria morrer. Ele disse: “Não. Eu me quebrantei e eu chorei e eu lamentei e eu jejuei. Então eu comecei a orar noite e dia”. Porque não estes outros homens, por que eles não tinham uma resposta? Porque Deus não os usou na restauração? Por que eles não tiveram uma palavra? Por que não havia um sinal de ANGÚSTIA! Nenhum choro! Nenhuma palavra de oração! Tudo em ruínas! Isto importa pra você hoje? Isto importa pra você se a Jerusalém espiritual de Deus, A Igreja, está casada com o mundo? Que exista uma frieza tão grande varrendo a terra? Mais do que isso, você se importa com a Jerusalém em nossos corações? O sinal de ruína que está lentamente drenando o poder espiritual e a paixão. Cegos para a mornidão, cegos para a mistura que está rastejando para dentro. É tudo o que o diabo quer fazer, tirar a luta de dentro de você. E matá-la. Então você não irá se esforçar mais em oração. Você não irá chorar mais diante de Deus. Você pode sentar e assistir televisão e a sua família vai para o inferno. Deixe-me perguntar a você, é o que eu disse que te condena completamente?

Há uma grande diferença entre angustia e preocupação. Preocupação é algo que começa com seu interesse, você tem interesse em um projeto ou causa ou necessidade. Eu quero te contar algo que aprendi nesses meus cinqüenta anos de pregação. Se não é nascido na angústia, se não é nascido do Espírito Santo, onde o que você viu e ouviu sobre as ruínas te colocou de joelhos, te fez descer a um batismo de angústia onde você começou a orar e buscar a Deus, eu sei agora, oh meu Deus eu sei disso, até estar em agonia, até eu ter sido angustiado por isso. E todos os nossos projetos, todos os nossos ministérios, tudo o que fazemos, onde estão os professores de escolas dominicais que choram pelas crianças que eles sabem que não estão os ouvindo e estão indo para o inferno? Você percebe, a verdadeira vida de oração começa num lugar de angústia.
Você percebe, se você dispõe seu coração a orar, Deus virá compartilhar o coração Dele com você.

Seu coração começa a clamar: Oh Deus, Teu nome está sendo blasfemado. O Espírito Santo está sendo escarnecido. O inimigo está tentando destruir o testemunho da fidelidade do Senhor e algo precisa ser feito. Não haverá renovação, nem avivamento, nem despertamento até que estejamos dispostos a deixá-Lo nos quebrar novamente. Pessoal, está ficando tarde e está ficando sério. Por favor, não me diga, não me diga que está preocupado, quando você passa horas na frente da internet ou televisão. Vamos lá.

Senhor, precisamos chegar a este altar e confessar: Eu não sou o que eu era, eu não estava onde deveria estar. Deus eu não tenho o Seu coração ou Seu fardo. Eu queria a facilidade. Eu só queria ser feliz. Mas Senhor, a verdadeira alegria vem, a verdadeira alegria vem de dentro da angústia.

Não há nada da carne que te dará alegria.

Não me importa quanto dinheiro, não me importa qual é o novo tipo de casa, não há absolutamente nada físico que possa te dar alegria. É somente algo alcançado pelo Espírito Santo quando você obedece e assume o coração Dele.

Construa muros ao redor de sua família, construa muros ao redor do seu coração. Faça-se forte e invencível contra o inimigo.

Deus é isto o que desejamos.

…David Wilkerson – “A Call To Anguish”