Saiamos da defensiva

No Reino de Deus, o modo seguro de perder alguma coisa é tentar protegê-la e o meio de conservá-la é deixar que se vá. A lei da preservação pela rendição e da perda pela defesa é revelada por nosso Senhor em sua declaração célebre, mas pouco entendida “Se alguém vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Mt. 16:24

Vê-se aqui a notória disparidade entre os caminhos de Deus e os dos homens. Quando o mundo larga algum bem valioso, alguém arrebata e some. O mundo tem que preservar o que é seu defendendo-o. Assim os homens escondem os tesouros do seu coração, fecham as suas possessões, protegem seu bom nome com leis contra calunia; cercam-se de estratagemas protetoras de toda a sorte e guardam as costas do país com poderosas armadas. Tudo isto está de acordo com a filosofia de Adão, que provém da sua natureza decaída e é confirmada por milhares de anos de experiência prática. Desafiá-la é provocar o escárnio da humanidade, contudo, nosso Senhor a desafiou.

Para ser específico, Cristo não condenou o mundo por defender o que lhe pertence. Voltou-se do mundo decaído e falou de outro mundo em que a filosofia de Adão é nula e onde suas técnicas são inoperantes. Falou do reino de Deus, cujas leis são exatamente opostas às do Reino do homem ( as bem aventuranças).

Muito antes de Cristo lançar os princípios espirituais que haveriam de governar o novo reino, Deus dissera pela boca do seu profeta. “Os meus pensamentos não os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos”. Is. 55:8 e Cristo disse noutro lugar “Aquilo que é elevado entre os homens, é abominação diante de Deus.” (Lc. 16:15)

Entre as leis espirituais e as leis da sociedade humana há um grande abismo. Em sua sabedoria, Deus se move na via elevada segundo os propósitos eternos; na via inferior, move-se o homem fazendo melhor que pode, improvisando e misturando as coisas sem seguir um plano definido, esperando que as coisas se acertem e quase sempre vendo frustradas as suas esperanças. Para continuar lendo Clique Aqui…

O OFÍCIO DA MULHER SANTA

Mulheres que fazem profissão de servir a Deus

“ADMOESTO-TE, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo. Para o que (digo a verdade em Cristo, não minto) fui constituído pregador, e apóstolo, e doutor dos gentios na fé e na verdade. Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia, não com tranças, ou com ouro, ou pérolas, ou vestidos preciosos, Mas (como convém a mulheres que fazem profissão de servir a Deus) com boas obras.” (I Timóteo 2:1-10)

Gostaria de compartilhar uma revelação que o Senhor me deu há algum tempo. (lembrando que revelação é o que vivemos e não o que sabemos na teoria, pois a letra é morta se o Espírito não transformá-la em vida para nós). Vinha com essas palavras em meu coração, como uma continuação do texto “Mulheres, de que Reino Somos?”, que tem abençoado não só a mim, mas a muitas irmãs também. Espero que o Senhor traga revelação e graça a todos os que lerem este texto, para honra e glória somente Dele.

Em I Timóteo 3:1-10, o Senhor nos revela Sua vontade em relação a alguns assuntos. A lista começa falando de oração, intercessão, adoração. Quando chega o verso 9, o texto é iniciado com a expressão “que do mesmo modo…”. Isso demonstra que o assunto que o Senhor irá tratar a partir desse versículo é tão importante para Ele quanto os anteriores, exigindo de nossa parte a mesma diligência.

O Espírito trata então com muita seriedade o modo de viver das filhas de Deus.

Primeiro, fala sobre a aparência exterior. Parece estranho que o Espírito comece pelo exterior. Mas, é assim porque o Senhor está instruindo a mulheres que “fazem profissão de servir a Deus…” (v. 10). Assim, se esta é a nossa profissão, o nosso ofício, o nosso comissionamento, o nosso exterior deve ser condizente. Diversas vezes na nossa vida secular reconhecemos a profissão de uma pessoa pela vestimenta dela. Isso é muito comum. Do mesmo modo, se a nossa profissão de fato é servir a Deus, devemos nos vestir adequadamente.

A Bíblia não contém um encarte de modelos de roupas ou ilustrações de moda para seguirmos. A Palavra nos ensina PRINCÍPIOS acerca de vários assuntos e sobre esse assunto que estamos tratando também. Hoje, no meio da Igreja, temos aqueles que proíbem certas vestimentas e outros que deixam a critério de cada um. O perigo do primeiro grupo é que algumas irmãs podem estar expressando em seu exterior uma falsa imagem, pois no interior não são mulheres segundo o padrão de Deus. Mas, o grande perigo dos que não têm regras é de que muitas vezes não entendem e nem enxergam os PRINCÍPIOS que o Senhor estabeleceu acerca da aparência exterior das suas filhas.

E que PRINCíPIOS são estes? Bem, o verso 9 fala em honestidade (pureza), pudor (decência) e modéstia (simplicidade). Então, quando vou me vestir devo ter esses princípios na mente e no coração. Estou com aparência de pureza, estou decente, expresso simplicidade? Se a resposta é positiva, então, estou fardada como aquelas que têm a ‘profissão de servir a Deus’. Esses PRINCÍPIOS, é bom que se diga, estão sendo muito desprezados hoje. Isso porque a moda do mundo tem entrado na Igreja e isso tem rebaixado o padrão, levando os critérios a ser abaixo daquilo que o Senhor estabeleceu para nós. O padrão de decência tem sido rebaixado, puxando para baixo os decotes e para cima o comprimento das saias. O padrão de pureza tem sido afrouxado, ao contrário do que acontece com as calças, cada vez mais justas e de cós baixo. Quão vulgar é uma mulher que se senta e a calça mostra suas partes íntimas!!! Quão devassa é aquela que revela parte dos seios por causa dos profundos decotes!!! Como há sensualidade nos assim chamados ‘tomara-que-caia’ ( o próprio nome já está dizendo…). Será que quando nos vestimos, arrumamos, maquiamos estamos preocupadas em honrar a nossa profissão (repetindo, que é servir a Deus)?

Um assunto delicado são as roupas de praia e piscina. Não vou entrar em detalhes, mas, devemos nos questionar diante de Deus se nossas roupas de banho correspondem aos princípios que estamos vendo. Posso dizer que, no geral, a resposta é NÃO. Devemos lembrar que o nosso paradigma não são as filhas das trevas, mas a Palavra. Há alguns anos atrás, quando íamos a praia ou piscina, em retiro, por exemplo, víamos uma preocupação das irmãs solteiras, das casadas, das mães concernentes às suas filhas, quanto a roupa de banho. Sou do tempo que a cristã, ou a crente, era tida como atrasada, careta. Penso que o padrão do Senhor não mudou. Não devemos, então, nos adequar a moda do mundo, que cada dia está mais sensual e provocativa. Só para lembrar: “os sensuais não têm o Espírito” (Judas, 19).

Aprofundando um pouco mais, uma mãe que se veste segundo os critérios da Palavra irá ensinar a suas filhas o padrão do Senhor com o seu exemplo e aos filhos a terem critério na hora de escolherem uma esposa (sim, porque homens de Deus, sérios no Senhor observam tudo isso na hora de escolherem uma esposa…).

No versículo 10, o Espírito nos revela que devemos nos vestir, ataviar com BOAS OBRAS. Fazemos parte da Noiva do Cordeiro, que está sendo ataviada para as Bodas. Que boas obras são estas? Bem, a resposta vem no capítulo 5, versículo 10:

“ Tendo testemunho de BOAS OBRAS: se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda boa obra.” Ler mais Clique aqui…

A unidade que está nos destruindo – A. W. Tozer

Quando unir-se e quando dividir-se, eis a questão, e uma resposta abalizada exige a sabedoria de um Salomão.

Alguns resolvem o problema de maneira simples e prática: Toda união é boa e toda divisão é má. Muito fácil. Mas esta maneira simplista de tratar do assunto ignora as lições de história e se esquece das profundas leis espirituais que regem a vida do homem.

Se os homens bons desejassem a união e os maus a divisão. ou vice-versa, isso simplificaria as coisas para nós. Ou se pudesse ser mostrado que Deus sempre une e o diabo sempre divide, seria fácil encontrar nosso caminho neste mundo confuso. Mas as coisas não são assim.

Dividir o que deve ser dividido e unir o que deve ser unido faz parte da sabedoria. A união de elementos heterogêneos jamais é boa mesmo que possível, nem a divisão arbitrária de elementos semelhantes. Isto se aplica certamente tanto às coisas morais e religiosas, como às políticas e científicas.

Deus foi quem fez a primeira divisão, quando separou a luz das trevas no momento da criação. Esta divisão estabeleceu a regra para todo o comportamento divino na natureza e na graça. A luz e as trevas são incompatíveis. Tentar ter ambas no mesmo lugar ao mesmo tempo é tentar o impossível e o resultado será sempre nulo, nem uma nem outra, mas obscuridade e escuridão.

No mundo dos homens, atualmente são poucos os contornos que se destacam. A raça acha-se decaída. O pecado trouxe confusão. O trigo cresce junto com o joio, as ovelhas e os cabritos coexistem, as terras dos justos e injustos ficam lado a lado na paisagem, a missão tem o bordel como vizinho. Para continuar lendo Clique Aqui…

Retiro de Jovens em São Paulo

Entre os dias 19 a 21 de agosto de 2011 tivemos o Retiro de Jovens em São Paulo. Nesses dias Deus nos deu o privilégio de receber mais de Cristo através das ministrações e da comunhão com irmão de várias partes do Brasil. Foi um tempo cheio da presença do Espírito Santo, de  comunhão, de cânticos e de edificação. Abaixo os vídeos das ministrações, link de fotos e dos textos compartilhados.

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A vida de um solteiro cristão

  “Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.” II Timóteo 2: 20-22

Muitos perguntam sobre como deve ser a vida de um jovem solteiro cristão. Não podemos cair no erro de imaginar um padrão de vida por faixa etária. O chamado do Senhor é único, implicando uma vida substituída: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…” (Gal. 2:20). A vida de qualquer discípulo de Jesus é guida pelo Espírito Santo (Rom. 8: 14). A Palavra nos ensina a sermos imitadores de Deus (Efésios 5:1). Quando Jesus disse “quem me vê a mim vê o Pai” (João 14:9) Ele manifestou ali como é o caráter do Pai, a quem devemos imitar.

Um jovem solteiro deve ter em mente algumas coisas básicas. Listamos abaixo seis pontos bíblicos importantes.

1. Ter uma experiência verdadeira com Deus

Alguém, inclusive um jovem solteiro, que experimentou verdadeiramente a Cristo, tem profundas marcas em sua vida. Eis algumas:

a. Está crucificado para os desejos da carne. “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gal. 5:24). Não vive dominado pelos desejos da carne. Experimenta vitória sobre o pecado. É o negar-se a si mesmo. É uma decisão resultado do seu compromisso com Cristo: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me” (Mc 8:34).

b. Está morto para o mundo e o mundo morto para ele. Vive em busca das coisas celestiais. “Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal. 6:14). A obra do Espírito Santo “nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus” (Ef. 2:6) e lá buscamos as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus e não as que são da terra (Col. 3: 1-2). O sistema mundano é inimigo de Cristo. Quem anda com Cristo não pode ser atraído por nada deste mundo. É uma questão de novo nascimento. A palavra sentencia: “Não ameis o mundo e nem o que há no mundo. Quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (I João 2:15).

c. Seu velho homem foi crucificado com Cristo e surge um novo homem alicerçado em Cristo. “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado” (Rom. 6:6). Esta experiência diária de morte na cruz é que nos faz vencer o pecado. Esta experiência resulta em “que se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Cor. 5:14), “porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rom. 8:13).

d. Está morto para a lei e para o pecado, mas está vivo para Deus: “Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus” (Rom. 7:4). Não seguimos um conjunto de normas, mas a Cristo. É Dele que recebemos o poder para vencer o pecado: “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rom. 6:11). Não busquemos conhecimentos, que para nada serve, mas conhecer a Jesus. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (João 14:6). Para continuar lendo Clique aqui.