Os religiosos, seguidores de Caim


A maneira de recebermos a natureza adâmica é pelo nascimento. Assim também o modo de receber a nutureza divina é pelo novo nascimento. Após a crucificação da natureza adâmica. Caim não apresentou uma vida sacrificada. Quis oferecer a Deus algo do trabalho de suas mãos. Sem vida sacrificada não pode haver aproximação de Deus. Jesus andou por toda a parte fazendo o bem mas, foi a sua morte que rasgou o véu que nos separava da glória de Deus. Se Ele estivesse continuado, até este momento, o véu ainda estaria inteiro. Deus não é servido por mãos de homens. Mas, Caim pensou que podia se aproximar de Deus assim. E todo mero religioso pensa o mesmo. Caim tem tido milhões de seguidores através dos séculos. É o culto de toda alma inconvertida, mantida por um sistema falso de religião. A cruz que nos liga a Deus, nos separa do mundo. Um homem morto acabou para o mundo. E tendo ressuscitado com Cristo, está ligado com Deus pelo poder de uma nova vida. Uma nova natureza. Ele se torna um adorador e cidadão do céu. Uma testemunha e um estrangeiro na terra.

A nossa confiança não esta em nós, mas n’Aquele que fez tudo por nós. Dependemos do seu nome, confiamos na sua obra. Temos os olhos fixos na sua pessoa, e esperamos a sua volta. A mente carnal manifesta logo a sua inimizade contra toda esta verdade. A mesma coisa que enchia Abel de paz, encheu Caim de ira. Caim, na sua incredulidade, desprezou o único caminho pelo qual um pecador pode vir a Deus. Ele quis chegar a Deus oferecendo algo de suas próprias mãos. Caim foi o próprio fruto de sua falsa religião. Seus fundamentos eram maus e a estrutura edificada sobre eles era também má. Por sua ignorância, fugiu da presença divina e edificou uma cidade. Teve na sua família inventores e apreciadores das ciências. Quis aformosear o mundo, para torná-lo um lugar agradável, para se tornar um homem de respeito, embora para Deus fosse um fugitivo e vagabundo. Tal era o caminho de Caim. Milhões estão nele neste momento. Munidos de um sentimento religioso, vivem na ignorância do caráter de Deus. Gastam esforços em querer melhorar o mundo e de tornar a vida agradável em vários modos.De adornar as cenas com as cores mais belas. Mas, veja onde este caminho começa, para onde conduz e onde acaba. Caim achou na terra lugar para manifestar seu gênio. Abel, em vez de edificar uma cidade, achou apenas uma sepultura.

Nunca esqueçamos de uma coisa: O mesmo sangue que justifica a Igreja, condena o mundo. A sombra carregada da cruz, paira sobre o brilho e resplendor deste mundo. O mundo passa. Ao caminho de Caim seguir-se-á o engano de Balaão, na sua forma consumada virá a contradição de Coré. E depois? O Abismo.

C. H. Mackintosh (1820-1896)

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